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Província de Salamanca
  1. Ciudad Rodrigo

  2. Segóvia

  3. Ledesma

  

Ciudad Rodrigo 

O primeiro desta linhagem foi Diego Centeno, natural de Ávila, o qual passou a Ciudad Rodrigo no início do séc. XV, ao serviço do Rei Henrique III. Teve pelo menos um filho chamado Pedro Alvarez Centeno, que foi alcaide e regedor desta cidade, o qual casou duas vezes, a primeira com D. Constanza de Porras e a segunda com D. Isabel Tellez. Entre outros filhos, teve:

  1. Diego Centeno, que em 1475 instituiu um morgado, que incluía a "dehesa" de Lorquera e metade do lugar de Vadillo, bem como a capela dos Centenos, no convento de San Francisco, em Ciudad Rodrigo;
  2. Fernán Centeno "el travieso" senhor dos castelos de Rapapelo, Eljas, Trevejo, Peña de Fray Domingo e de los Godos, e das vilas e lugares de Agallas, Peñaparda, Robleda e el Payo, o qual casou com D. Mayor de Paz, 3ª senhora de Taguntía, filha herdeira de Rodrigo de Paz e D. Juana Rodríguez de Jaque; e
  3. Alonso Centeno, senhor de Peñaparda e Perosín.

Os Centenos pertenceram ao partido ou "bando" de Garcilópez de Chaves, que disputava o governo da cidade com o "bando" dos Pachecos. Ao longo dos séculos subsequentes tiveram notável relevo, recebendo muitos deles cargos na administração local. Vários membros da linhagem foram cavaleiros da Ordem de São João de Jerusalém (Ordem de Malta).

A esta linhagem de Ciudad Rodrigo pertenceram vários indivíduos que se notabilizaram no Novo Mundo, tais como: o capitão Diego Centeno, conquistador do Perú; o general D. Fernando Centeno Maldonado, governador de Yucatán e Campeche; seu irmão D. Francisco Centeno Maldonado, que foi governador de Cuzco, o qual foi pai, entre outros, dos generais D. Fernando Centeno Fernández de Herédia e D. Antonio Centeno Fernández de Herédia, e do inquisidor do Perú D. Juan Centeno Fernández de Herédia Maldonado. Em Ciudad Rodrigo, a Casa destes Centenos, ditos "das Índias", foi destruída em 1706, durante a Guerra de Sucessão, e ficava junto à antiga Porta do Rei, entre o Seminário e a Catedral [1].

Genealogia

Fazendo parte da oligarquia local, uniram-se os Centenos por matrimónio às principais famílias de Ciudad Rodrigo, nomeadamente Mirandas, Chaves, Pachecos, Maldonados, Lugones, etc.

Destaque-se a união entre Centenos e os senhores da Casa de Miranda, que começou com o casamento de D. Pedro de Miranda y Solís, capitão dos Terços, filho de D. Martín de Miranda e de sua mulher D. Ana de Solís Maldonado de Chaves, com D. Inés Centeno Pacheco. Foi seu filho e sucessor D. Martín de Miranda y Solís, o qual tomou posse da Casa-Palácio de seu pai em 1620. Seu neto D. Pedro de Miranda y Solís veio a casar com D. Antónia del Águila y Centeno, tendo nascido deste casamento Melchor de Miranda del Águila y Solís, senhor da Casa-Palácio de Miranda, mariscal dos Terços de Itália e regedor perpétuo de Ciudad Rodrigo. Casou com D. Francisca Blanco y Osorio de Cáceres e teve geração, em quem continuou até hoje a posse daquele solar [2].

Também a Casa de la Cadena pertenceu a Centenos, por via da família Pacheco. D. Francisco Centeno de Lugones, filho de D. António de Lugones Centeno e de D. Aldonza Pacheco, neto materno de D. Juana Guiral Pacheco e bisneto de D. Juan Pacheco Guiral, foi herdeiro do vínculo instituído por sua prima e senhora da Casa de la Cadena D. Isabel Nieto Pacheco, no último quartel do séc. XVI.

Um seu descendente, D. Martín Félix Centeno Pacheco, nascido em 1612, senhor daquela Casa e Regedor de Ciudad Rodrigo, preocupado com a perspectiva de construção de novas defesas muralhadas para a sua cidade, com sacrifício de muitas casas, conventos, e igrejas, escreveu em 1680 ao Rei, sentindo ser "muy de su obligación, por su sangre, y por su naturaleza y su oficio el presentarle algunos de los graves inconvenientes que tiene el fortificar la ciudad en la forma que se ha propuesto". Na sua opinão dever-se-ia "fortificar en la raya de Portugal" ou, quando muito, "fortificar a Ciudad Rodrigo por defuera, que es lo que deve ser, incluyendo los arrabales y Templos en la fortificación, pues todo es una misma población, y están unidos y conjuntos arrabales y Ciudad, dividiendolos solamente la muralla...". Foi seu filho D. Manuel José Centeno de Contreras, nascido na Casa de la Cadena, regedor perpétuo de Ciudad Rodrigo e capitão de cavalos do Regimento Velho de Santiago. Faleceu em 1746 sem deixar filhos, sucedendo-lhe no morgado o seu sobrinho-neto D. Francisco Agustín del Águila y Osorio, nascido em 1703 e falecido em 1772, Marquês de Espeja, alferes-mor de Ciudad Rodrigo, regedor perpétuo da mesma e alcaide da sua fortaleza, neto de D. Ana Centeno [3].

Notas: 
[1] SENDIN CALABUIG, Manuel: "Arquitectura y Heraldica de Ciudad Rodrigo (siglos XV y XVI)", Centro de Estudios Salmantinos, 1986, p. 68.
[2] MARTÍN SÁNCHEZ, José António: “Casa de Miranda” in: http://www.ciudadrodrigo.net/patrimonio/miranda.htm 
[3] SALAZAR Y ACHA, María Paz, “Casa de la Cadena”, 1995, in: http://www.ciudadrodrigo.net/patrimonio/cadena.htm


Segóvia 

Uma linhagem de Centenos estabelecida em Segóvia, província de Salamanca, e que passou ao Perú, foi formada por Diego Centeno Sánchez de Ubeda, natural daquela cidade, tendo casado com Doña Francisca de los Rios Guevara, da mesma naturalidade. Passaram como referimos a Cuzco, no Perú, e foram pais de Ignacio Centeno de los Rios, ali nascido, o qual casou com Doña Juana Fernández de Montenegro, natural de Los Reyes, Peru.

Deste casamento nasceu o Capitão Juan Francisco Centeno y Fernández de Montenegro, natural de Cuzco, que casou com Doña Francisca Quintana, originaria de Cuenca, e que quem teve Juan Francisco Centeno y de Quintana, nascido em Cuzco e Cavaleiro da Ordem de Santiago, na qual ingressou a 18 de Abril de 1701.


Ledesma 

Em Ledesma, igualmente na província de Salamanca, Alonso Díez “grand cavallero” casou três vezes: a primeira com Doña María de Acevedo, filha de Rodrigo Maldonado de Monléon, de quem teve descendência; segunda vez com Doña Aldonça de Caraveo, igualmente com descendência; e terceira vez com Doña Beatris Centeno, de quem teve Juan Díez, em quem instituiu um morgado, a 28 de Setembro de 1506 [1].

Notas:

[1] PELLICER DE OSSAU I TOVAR, José: Memorial de la Calidad y servicios de ..., p. 56.

 





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