| Rio Grande do Sul |
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Família que descende do capitão José Rodrigues Centeno, nascido em Moura, Portugal, no início do séc. XVIII (quem sabe se aparentado com os Rodríguez Centeno de Villanueva de los Castillejos, a menos de 100 Km, do lado espanhol da fronteira). Como capitão da nau Nossa Senhora da Candelária percorreu os mares do Atlântico entre Portugal e o Brasil no transporte de mercadorias. Em 1738 o Rei D. João V concedeu-lhe uma Real Provisão para esse negócio [1]. Casou, provavelmente em Almada, com Ana Josefa de Macedo de quem teve pelo menos um filho, o capitão Victoriano José Centeno, nascido em Lisboa cerca de 1735. Victoriano José Centeno passou à Colónia do Sacramento [2], então ocupada pelos Portugueses, onde terá ficado até aquela praça ser invadida pelos Espanhóis em 1763. Passou ao Rio Grande do Sul, no Brasil, onde foi grande proprietário na região do rio Camaquã e município de Garayba. Casou cerca de 1767, em Triunfo, com Faustina Maria da Pureza, filha de Francisco Xavier de Azambuja e de sua mulher Rita de Meneses, de quem teve oito filhos [3]. Sobre a epopeia da conquista das terras do Rio Grande do Sul, ver o texto "As pioneiras do Sul" do autor riograndense Barbosa Lessa (1929-2002), com referências ao casal Victoriano José Centeno e Faustina Maria. A família Centeno ligou-se às principais famílias do Rio Grande do Sul, nomeadamente (e por várias vezes) à família do general Bento Gonçalves da Silva, presidente da República Rio-Grandense, desde logo pelo casamento do sargento-mor Boaventura José Centeno com a irmã do general, Antónia Joaquina Gonçalves da Silva, em 1799 e do filho destes António José Centeno com Maria Angélica Gonçalves da Silva, filha do general. Mas ainda por diversos casamentos entre primos, como os de Boaventura José Centeno Filho com Gabriela Gonçalves da Silva, Bento Gonçalves Centeno com Antónia Ventura Centeno, entre outros. Mas também à família do coronel José da Silva Brandão, ministro da Guerra, Marinha e das Relações e um dos mais destacados elementos da "Revolução Farropilha", pelo casamento de Maria Helena Centeno e de Ana Sofia Centeno, com os dois filhos do coronel, respectivamente Rafael Fortunato da Silva Brandão e José da Silva Brandão. António Miguel Centeno era eventualmente filho ou familiar de José Rodrigues Centeno. Casado com Francisca Victorina teve pelo menos um filho, António José Centeno, nascido cerca de 1762 em Almada, Portugal. Passaram igualmente à Colónia do Sacramento, tendo provavelmente retirado da praça aquando da tomada definitiva pelos Espanhóis, em 1777, passando a Cangussú (actualmente Canguçú), Rio Grande do Sul. António José Centeno faleceu nesta povoação em 1823. Casara cerca de 1792 com Lucrécia Clara Barbosa, filha de José Fernandes Petim e de Clara Barbosa, de quem teve descendência em Cangussú [4]. Notas: |